Fundação Galp limpa praia de Leiria
Fundação Galp e várias entidades participaram numa ação de recuperação ambiental na Praia de Vieira de Leiria, com o objetivo de preparar a época balnear numa área muito afetada pela tempestade Kristin.
Fundação Galp e várias entidades participaram numa ação de recuperação ambiental na Praia de Vieira de Leiria, com o objetivo de preparar a época balnear numa área muito afetada pela tempestade Kristin.
Mais de 70 voluntários mobilizados pela Fundação Galp participaram numa ação de limpeza e recuperação ambiental na Praia de Vieira de Leiria, que permitiu recolher cerca de 120 quilos de resíduos e remover 15 metros cúbicos de chorão, uma espécie invasora presente nas dunas.
A iniciativa, integrada na preparação da época balnear, decorreu numa zona particularmente afetada pelas tempestades recentes e contou com o envolvimento de colaboradores da empresa, parceiros e entidades locais, como a Quercus, a Cruz Vermelha e a Junta de Freguesia de Vieira de Leiria.
Durante a manhã, os voluntários — entre os quais o cantor Luís Trigacheiro — dividiram-se em grupos e, sob orientação da Quercus, procederam ao arranque manual de chorão numa zona correspondente à Mata Nacional do Pedrógão. Apesar de aparentemente inofensiva, esta espécie impede o crescimento da vegetação autóctone e compromete a estabilidade das dunas. A ação terminou com a recolha de resíduos, maioritariamente plásticos, no areal e nas dunas. No total, foram retirados 120 quilos de lixo e cerca de três toneladas de chorão.

Os voluntários que estiveram no terreno mostraram-se felizes e orgulhosos do seu trabalho
“Esta ação integra um propósito mais amplo de promoção do voluntariado, tanto corporativo como comunitário”, explicou Sandra Aparício, diretora-executiva da Fundação Galp, que participou no terreno. “Quando trabalhamos em conjunto, percebemos que o voluntariado tem impacto real e contribui diretamente para o bem comum”, afirmou.
A responsável destacou ainda a escolha de Leiria, “uma zona fortemente afetada pelas tempestades”, para duas das quatro ações de voluntariado promovidas pela Fundação Galp em maio. “Queremos reforçar a importância da mobilização comunitária e contribuir para a recuperação da região Centro. Estaremos também na Mata Nacional de Leiria”, informou.
No terreno, a diversidade de resíduos recolhidos surpreendeu os participantes. Além de embalagens e plásticos descartáveis, foram encontrados numerosos fragmentos de redes de pesca, que evidenciaram o impacto das atividades marítimas.
“É impressionante a quantidade de plástico proveniente de redes de pesca que chega à costa. A pesca é uma atividade essencial, mas estes resíduos acabam por entrar na cadeia alimentar, o que exige soluções alternativas”, alertou Pedro Custódio, colaborador da Galp, que participou pela primeira vez numa ação de voluntariado ao ar livre. “Ao mesmo tempo, ganhamos maior consciência do impacto de pequenos gestos. É motivador ajudar, aprender e contribuir para a sociedade em tempo de trabalho”, contou.
Para a Junta de Freguesia, o contributo dos voluntários é determinante. “Seria muito difícil realizar um trabalho desta dimensão sem este apoio, dada a escassez de recursos humanos”, sublinhou o presidente, Álvaro Cardoso. “A tempestade Kristin veio reforçar a importância do voluntariado”, recordou.
A limpeza e a manutenção da praia assumem particular relevância, tanto do ponto de vista ambiental como económico, face à proximidade da época balnear. “Esta é uma zona fundamental para o turismo e é essencial que esteja preparada”, acrescentou o autarca.

Voluntários arrancaram chorões
A remoção de espécies invasoras, como o chorão, exige intervenções contínuas e planeadas. Nesta fase do ano, a nidificação de aves nas dunas primárias, como os areeiros, obrigou também a uma preparação cuidadosa da iniciativa.
Para Sandra Aparício, o contacto direto com o território é decisivo: “Estar no terreno permite-nos ouvir as pessoas e perceber de que forma podemos gerar impacto. Após as tempestades, ativámos várias linhas de apoio e investimento nesta zona e o voluntariado surge como complemento a esse esforço de recuperação.”